quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O Amor é Contagioso

Esse é o nome do filme que acabei de assistir - pela décima vez -
mas espero sinceramente que você compreenda o extraordinário significado dessas palavras.
E espero que, mais que entender, você pratique-as. Espero que tenha entendido o quanto pode ser feito por cada um de nós, porque podemos fazer muito. Por uma única pessoa, ou por todo o mundo. E é só você, eu, quem pode fazer isso. E é só no hoje, não existe amanhã, e o ontem nós já perdemos. Nós somos o mundo, e o mundo é resultado do que nós somos, do que você faz, do que eu faço, e eu espero fazer alguma coisa a respeito. Ele é só a consequência, enquanto nós, nós somos a causa. Portanto, partindo do pressuposto que você já tenha captado a mensagem, espero que tenha entendido que o único problema aqui somos NÓS. Não se iluda, o problema não é o presidente dos Estados Unidos da América que não quer assinar um protocolo. Ok, ele pode ser mesmo um problema em potencial, mas é só um dos seis bilhões de problemas que vagam pelo mundo nesse exato momento. Nós estamos destruindo esse lugar, e ele não é nosso! O ser humano tem uma pretensão absurda. Não somos donos desse planeta, muito menos do resto do universo, estamos aqui apenas de passagem! Nós vamos embora, vamos sumir, morrer, desaparecer, mas o planeta, não! O planeta tem de ficar aqui, e INTEIRO.
Portanto, da próxima vez que alguém te perguntar o que você faz para mudar o mundo, diga que você faz amor. Entregue um pouco a quem passar por você e mande-o distribuir por ai. Sem 'pré-conceitos', sem discriminação, sem ressalvas, deliberadamente, mande-o distribuir amor. Faça com que você seja uma fonte inesgotável de amor, e você talvez seja a salvação. E espere até esse amor crescer e germinar. Espere ver respeito, compaixão, tolerância. E isso te trará mais amor! É inevitável, um ciclo vicioso que te faz começar, e nunca mais querer parar.
Então veremos um mundo novo para nós, para nossos filho, e os filhos deles, pode apostar.
Você vai mudar as pessoas,
e vai poder dizer a elas que você mudou o mundo. (:


Ela não é hippie, mas confia no poder da paz e do amor.♥

Mon Amour

"Não sei se o mundo é bom
mas ele ficou melhor,
quando você chegou
e perguntou:
Tem lugar pra mim?"
"Não sei quanto o mundo é bom,
mas ele está melhor
desde que você chegou e explicou
o mundo pra mim."
Espatódea - Nando Reis

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Verão

Os dois olharam para o céu. Sentados na areia fina como o sal no mar, as ondas indo e vindo, nada mais parecia ter qualquer relevância. A lua surgia mansa no horizonte e o céu tornava-se cada vez mais escuro. Fora um dia ensolarado, morno. O mesmo calor que aquecia os dois corpos na praia. A dúvida e o medo encurralavam o menino, que se contentava com olhares sorrateiros e o brilho nos olhos ternos da garota. À ela, cabia esperar e torcer para que o rubor e a rigidez inevitáveis de seu corpo não afugentassem a sombra de coragem que vira passar pelos olhos do amigo. Os dois temiam. Ambos desejavam.
O espetáculo era lá, entre os poucos centímetros que havia entre os dois e que ainda precisavam ser superados. A lua clara no céu pouco importava, poderia estar chovendo e os dois permaneceriam ali, lutando contra os próprios receios.
A luz que vinha do céu desenhava formas e cores no mar, uma imagem estarrecedora, mas entre os dois havia um espetáculo à parte. A cada instante ele sentia pesar mais e mais a dolorosa certeza do arrependimento futuro por não agir. Ela sentia que, cada vez mais, a noite perdia a chance de ser perfeita. Mas nenhum dos dois ousaria interromper aquele momento mágico.
A lua parecia se soltar do mar com relutância, e naquele instante os dois sentiram que o tempo poderia parar. Que aquele calafrio poderia ser eterno. Que o mundo parara de girar. Os dedos do garoto estavam entrelaçados a mão dela e com certo receio e docilidade ela sorria para ele. Um sorriso sincero. Manso. Cúmplice. Começou a pensar o que tornara a presença do amigo tão essencial. Não soube dizer.
Ele segurou-a mais firme pela mão. Percebeu que se encaixavam perfeitamente, como que se completavam, forjadas como duas metades. O céu parecia mais bonito do que em toda a noite para a menina, e o garoto parecia muito mais próximo agora.
Olhou as estrelas e viu reclinar-se docemente sobre o ombro ao seu lado. Para os dois, nada mais seria necessário. Nem aquela noite, nem os próximos dias teriam qualquer importância.
A vida já atingira a perfeição.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Ela NÃO é Comunista

Não hoje pelo menos.
Certamente seria se tivesse vivido meus vinte anos (que ainda não chegaram) nas décadas de 1950..1960. Aaah sim, naquela época eu seria a melhor das comunistas. Talvez não sobrevivesse pra contar história, mas ao menos teria como reclamar do sistema! ;D
Hoje ainda poderia reclamar, mas reclamar não faz parte da minha lista de ações úteis, então eu não o faço! Expressar-se contra o capitalismo selvagem, a globalização e o consumismo desenfreado num blog (leia: internet, chips de computador, software) é, no mínimo, uma puta contradição. Mas quem se importa? Coerência demais me dá sono. E tu vai reparar, se por acaso continuar lendo esse blog, que eu mesma sou a pior das contradições.
Já que não posso sair às ruas numa passeata, nem militar um partido comunista - o comunismo como eu sonhava nunca existiu, e eu tive de aceitar este fato depois das aulas de história e sociologia - já que é tão difícil lutar contra o sistema no século XXI, vou me contentar com parar de beber Coca-cola. ;D
Beijos.