quinta-feira, 1 de maio de 2008

Insolência II

Colada à tua boca a minha desordem.

O meu vasto querer.

O incompossível se fazendo ordem.

Colada à tua boca, mas descomedida

Árdua

Construtor de ilusões examino-te sôfrega

Como se fosses morrer colado à minha boca.

Como se fosse nascer

E tu fosses o dia magnânimo

Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.


Hilda Hilst ( Do Desejo - 1992)

- Que foi quando me fizeram. (;

'à um graande amoour.

4 comentários:

Djork4ev disse...

Colado à tua boca minha completa perplexidade. Construtora da realidade, tento te examinar, por vezes alegre, por vezes sôfrego. Como se fosses nascer? Já nasceste e juntamente a ti nasceu [...]

...

Excelente!!!

Ingrid Boo disse...

Olá Lú! Tô passando para te parabenizar pelo Blog. Realmente é marjoritário. Vou deixar o endereço do meu blog aqui e gostaria muito que vc o visitasse: http://ingridboo.blogspot.com
beejo

Anônimo disse...

fofo

Gabo Villalobos disse...

regra número 1: não esquecer dos óculos

regra número 2: não te conheço

regra número 3: sem rótulos

regra número 4: não seja convarde